Letter 215 From Augustine to Valentius
Agostinho de Hipona
Resumo do documento
Agostinho rejeita tanto as teses pelagianas de que a graça é conquistada pelo mérito humano quanto a negação oposta do juízo segundo as obras pessoais e o livre-arbítrio. As crianças não batizadas, afirma ele, são julgadas pelo pecado original, ao passo que as demais pessoas são julgadas pelo pecado original e por seus próprios atos; contudo, todo ato bom do livre-arbítrio depende da graça divina prévia. Para dirimir as disputas locais, ele envia cartas, atas conciliares e documentos papais, invocando o comentário de São Cipriano sobre a Oração do Senhor e sua própria carta anterior a Sisto como testemunhos da gratuidade da graça.
A liberdade humana é real, mas incapaz de alcançar o bem sem o auxílio de Deus. A graça é necessária para a conversão, a perseverança e a salvação; por conseguinte, os fiéis devem manter a humildade quanto aos dons que possuem. Imagens bíblicas de caminhos retos e à direita expressam a cooperação entre o preceito e o auxílio divino: Deus cria e torna possíveis as boas obras, ao passo que os caminhos pecaminosos nascem da escolha humana. Até mesmo as boas obras tornam-se espiritualmente perigosas quando atribuídas a si mesmo em vez de à graça. Agostinho adverte com igual vigor contra a autossuficiência e contra o laxismo moral — a desculpa de que a graça permitiria continuar pecando — e exorta os cristãos a morrerem para o pecado, a viverem com retidão e a perseverarem na paz de Deus.
Citar este documento
Detalhes do documento
- Nome do documento
- Letter 215 From Augustine to Valentius
- Título da citação
- Letter 215 From Augustine to Valentius
- Autor
- Agostinho de Hipona
- Idioma
- English
- Ano
- 426 d.C.
- Editora
- Christian Literature Publishing Co.
- Local de publicação
- Buffalo, NY
- Categoria do documento
- Carta
- Classificação do corpus
- Erudito
- Número
- 215
- Título do contentor
- Nicene and Post-Nicene Fathers
- Licença
- Public domain